Piauí fará coleta de DNA para encontrar pessoas desaparecidas; são mais de 100 ossadas no estado do Piauí

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Foto: Reprodução/MJSP

O governo do estado aderiu a campanha para a coleta de DNA na busca de pessoas desaparecidas. No País, constam cerca de 57 mil boletins de ocorrência de pessoas que não foram localizadas. A campanha é uma iniciativa do Ministério da Justiça e ocorrerá de 14 a 18 de junho.

A ideia é estimular que familiares compareçam nas delegacias e pontos de coletas para ajudar no cruzamento de dados.

O perito Antônio Nunes, que coordena o setor do Instituto de Criminalística do Piauí, informou que em Teresina a coleta será no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) ou no IML.

“No estado temos mais de 100 ossadas que não foram identificadas, isso sem contar com os desaparecidos sem ossadas”, disse Antônio Nunes.

No estado, terá pontos também em Parnaíba, Piripiri, Pedro II, Campo Maior, Floriano, Picos, São Raimundo Nonato, Uruçui, Bom Jesus e Corrente.

“Já temos o DNA de cadáveres no sistema e coloca o DNA do parente, verificamos a coincidência de material genético e isso ajuda na identificação das pessoas”, explicou Antônio Nunes.

A iniciativa é baseada em experiências exitosas nacionais e internacionais, com o objetivo principal coletar materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas com o intuito de realizar busca no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

De forma totalmente voluntária, a coleta deve ser feita, preferencialmente, por familiares de 1° grau da pessoa desaparecida, seguindo a ordem de preferência: pai e mãe; filhos; irmãos.

O DNA do próprio desaparecido também poderá ser extraído de itens de uso pessoal, tais como: escova de dentes, escova de cabelo, aparelho de barbear, aliança, óculos, aparelho ortodôntico, dente de leite, amostra de cordão umbilical. Esses materiais também poderão ser entregues nos pontos de coleta da Campanha.

“O material biológico permite, de forma mais ágil, o cruzamento com as pessoas encontradas”, explica o Ministério da Justiça.

Segundo o Ministério, o Banco Nacional de Perfis Genéticos tem mais de 3,6 mil amostras não identificadas. Já os cadastros de DNA de familiares de pessoas desaparecidas não passam de 3 mil.

 

Fonte:cidadeverde.com

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